Profissionais da saúde discutem LER no Paraná
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de dezembro de 1998
Andrea Vendramini 
Ambiente de trabalho adequado, rodízio de funções, postura correta e intervalos a cada hora nas atividades repetitivas são algumas formas simples e eficientes de evitar a Lesão por Esforço Repetivo (LER), problema que atinge trabalhadores desde a Revolução Industrial, principalmente nas últimas décadas, devido ao fortalecimento de conceitos como a alta produtividade e a automação.
Somente no ano passado, no Paraná, foram notificados 661 casos de LER, 71% em mulheres. A LER também é comum entre digitadores, datilógrafos e quem trabalha em frigoríficos e na indústria de confecções. Os profissionais mais atigidos foram os bancários - 53% dos casos - e os auxiliares de produção, categoria afetada em 13%.
Sabemos que este número está longe de representar a realidade da doença, já que corresponde apenas aos casos informados por Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT), disse Cristina Ribeiro de Araújo, do Centro de Epidemiologia da Secretaria de Estado da Saúde.
Cerca de 180 profissonais ligados à saúde do trabalhador participaram ontem do Seminário obre LER. O que aconteceu ontem, em Curitiba, foi voltado à prevenção e ao diagnóstico precoce. A LER, que atinge principalmente os membros superiores, é uma inflamação de ossos, nervos, músculos e tendões. Os sintomas mais comuns são dores, sensação de formigamento e fadiga muscular.


