Profissionais concordam com normatização
Londrina - Os carroceiros alegam podem se adequar às regras, mas não querem deixar de exercer a profissão. Eles reconhecem que nem todos cuidam bem dos animais e que alguns infringem as leis de trânsito, geralmente os carroceiros mais novos.
É a opinião de Ari Roberto Vieira, 48 anos de idade e 21 de profissão. Trabalhando junto com o irmão, ele conta que ''puxa'' entulho, poda árvores e faz roçagem de terrenos baldios e que para isso a carroça é fundamental. ''Preciso do animal para trabalhar. Como eu irei carregar minhas ferramentas e transportar os restos de árvores e jardins?'', questionou.
O preço da caçamba seria um dos impeditivos para que muitas pessoas contratem esse tipo de serviço e optem pelos carroceiros. Na hora de cuidar do animal, Vieira afirma que recorre ao Hospital Veterinário da UEL e muitas vezes alguém vai visitar o animal em casa. ''Eles me falam sobre os remédios, as vacinas e a gente vai dando. Se precisar, levamos o cavalo no HV'', contou.
Natal Aparecido Borges, de 50 anos, há 15 deles se dedica a fazer fretes e retirar entulhos, sempre com o auxílio do cavalo. ''Dependo da carroça. Meus filhos também já mexeram com isso, mas agora estão empregados e não precisam mais, mas eu me sustento dessa maneira. Por isso procuro cuidar bem do meu cavalo, mas reconheço que nem todos fazem isso. Os meninos mais novos em geral judiam mais, são eles também que saem fazendo trapalhada no trânsito, mas acho que isso é falta do pai orientar. Isso atrapalha quem trabalha direito. Acho que devem dar umas palestras para ensinar o pessoal como agir'', sugeriu. (E.G)





