Um dia de protestos e alerta aos pais de alunos. Essa foi a opção da direção e professores da Escola Estadual Teotônio Brandão Vilela, em Ibiporã (13 km a leste de Londrina), ontem, no Dia Nacional da Família na Escola. Todos os funcionários e professores se vestiram de preto demonstrando o descontentamento com o governo. Anteontem os alunos participaram da discussão do tema ‘‘A escola que temos e a escola que teremos’’ e elaboraram trabalhos sobre o assunto. Os pais conheceram, através de reuniões, a realidade da escola.
O governo, segundo a supervisora de alunos Isabel Alves de Souza, faz muita propaganda mas não encara os problemas da escola. Na Teotônio Vilela, como lista a professora, faltam materiais de apoio, carteiras, quadra de esportes. ‘‘Nossas salas estão superlotadas. A média é de 45 alunos por classe’’, desabafa.
Para a APP-sindicato da região de Londrina, a participação dos pais na vida escolar e fundamental, mas não da forma proposta pelo Ministério da Educação. O ministro, segundo o presidente do sindicato, Luis Martins de Lima, está passando para os pais responsabilidades que são do governo e dos profissionais da educação. ‘‘Por que não convidaram para discutir propostas pedagógicas e a melhoraria na qualidade do ensino público?’’, questiona.
Na Apae e na Escola Municipal Hikoma Udihara, na Vila Isabel (zona leste), o dia teve uma proposta diferenciada. Pais de alunos assistiram às aulas e participaram de atividades esportivas e artísticas. A iniciativa do governo, na opinião da diretora da Hikoma Udihara, Marlene Ribeiro Proença, e da coordenadora pedagógica da Apae, Marlizete Steinle, é válida. Mas a participação dos pais nas duas escolas já faz parte do dia-a-dia. ‘‘O governo apenas reforçou o que pregamos em nossos encontros. A divulgação na mídia foi fundamental’’, disse Marlene Proença. (Célia Guerra)

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