São Paulo – Professores da rede estadual de ensino de São Paulo em greve tentaram invadir a sede da Secretaria Estadual da Educação ontem à tarde. De acordo com a Polícia Militar, 60 manifestantes ultrapassaram um dos portões de ferro da secretaria e quebraram uma porta de vidro. Eles foram contidos antes de entrar no prédio. A manifestação foi organizada pelo Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp).
A PM usou gás lacrimogêneo e spray de pimenta para impedir a invasão. Não houve feridos nem detidos no protesto. Com medo, servidores se esconderam em salas do prédio. A ação dos manifestantes aconteceu após uma reunião entre o secretário Estadual de Educação, Herman Voorwald, e a cúpula da Apeoesp – que comanda a greve da categoria, iniciada no dia 16 de março.
Na reunião, a secretaria não chegou a fazer uma proposta de reajuste, mas, segundo a pasta, se comprometeu a manter a política de aumento salarial dos últimos quatro anos – com data-base em julho. O sindicato pede 75,33% de reajuste. Como o encontro terminou sem acordo, alguns manifestantes decidiram invadir o prédio.
O vice-presidente da Apeoesp, Fabio de Moraes, disse "entender" a motivação dos grevistas ao invadir o prédio, mas destacou que a ação não partiu de uma "deliberação" do sindicato. De acordo com o comandante da PM, Luiz Augusto Ambar, um boletim de ocorrência por danos ao patrimônio público foi registrado contra os grevistas. Em nota oficial, a Secretaria de Educação informou que repudia a depredação e a tentativa de invasão e classificou a ação como "truculenta, não democrática e inaceitável".

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