Professores realizam passeata no Centro de Londrina
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Vítor Ogawa<br> Reportagem Local 
Londrina - Cerca de 1,5 mil professores realizaram uma passeata na manhã de ontem no Centro de Londrina contra os projetos do Governo Estadual e contra o suposto não cumprimento das promessas feitas aos professores na greve realizada no ano passado. A passeata partiu do Calçadão e seguiu pela Avenida Paraná, Rua Pernambuco, alamedas Manoel Ribas e Miguel Blasi, passou pela Rua Senador Souza Naves e terminou na Praça Primeiro de Maio em ato na Concha Acústica.
O presidente do Núcleo de Londrina do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP Sindicato), Márcio André Ribeiro, destacou que a mobilização tinha o intuito de manter vigília constante, apoiando os companheiros que foram para Curitiba.
"Mas o foco está na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), para que os nossos deputados não confundam os direitos adquiridos em uma carreira honesta com privilégios. Queremos esclarecer a população sobre o que está acontecendo, que é a destruição da educação do Paraná", declarou. "Pessoas que historicamente nunca aderiram a uma greve sob argumentos pessoais e religiosos não estão aparecendo para trabalhar. A adesão é de 100%."
Ribeiro criticou as dificuldades que professores tiveram para entrar na galeria da Alep. "Nos parece que são medidas de estado de exceção. O chamado foi de uma audiência pública. Alguns professores, em torno de 100, conseguiram entrar, mas a Alep possui capacidade para 400 pessoas. Não deixaram entrar sob argumento de que estava lotado e começaram os trabalhos sem a presença do povo. Como a casa do povo não pode ser frequentada pelo povo?", questionou.
Sobre o substitutivo apresentado pelo governo na tentativa de acalmar os ânimos, a avaliação de Ribeiro era que ele não iria alterar muito a condução das manifestações e do movimento, porque uma das pautas mais importantes é a situação da Paraná Previdência. "Não concordamos que ela se evapore para cobrir rombos da administração Beto Richa. Isso é um ponto inegociável", concluiu. À tarde, os professores estiveram na Câmara de Vereadores.


