Curitiba - Aproximadamente 500 professores da rede estadual de ensino fizeram protesto ontem em frente ao Palácio das Araucárias, no Centro Cívico, para pressionar o governo a pagar salários atrasados de 3 mil professores temporários, que estariam sem receber desde setembro. As aulas não foram interrompidas.
À tarde, uma comissão de professores foi recebida por membros do governo. Na pauta reinvidicações antigas por parte do sindicato da categoria e a solução para os professores que estão com salários atrasados. Segundo Marlei Fernandes de Carvalho, presidente da APP-Sindicato, 70% dos problemas foram resolvidos na reunião.
Um alívio para os 3 mil profissionais que estão sem remuneração. ''A partir do dia 17 de novembro os professores estarão com o dinheiro em suas contas'', comemora Marlei. Também na semana que vem, o governo começa a convocar os mais de 6 mil profissionais que passaram em concurso.
A Secretaria de Educação do Paraná (Seed) divulgou nota oficial, na qual afirma que o governo extrapolou suas previsões de afastamento de professores e teria ficado sem recursos para os pagamentos. Foram concedidas cerca de 6 mil licenças especiais, mais 2,4 mil professores foram afastados pelo Programa de Desenvolvimento Educacional e outros 714 foram aposentados ou exonerados. Com isso, diz a nota, foi necessário fazer um ''remanejamento orçamentário e financeiro que ocasionou a não inclusão na folha de pagamento dos profissionais contratados pelo Processo de Seleção Simplificado (PSS) para o mês de outubro''.

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