Curitiba - Aproximadamente 5 mil professores foram às ruas de Curitiba, na manhã de ontem, segundo estimativa do Sindicato dos Professores do Paraná (APP-Sindicato), em adesão à 7 Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública. A mobilização aconteceu em todo o País organizada pelas entidades filiadas à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Da Praça Santos Andrade, no centro da cidade, os educadores seguiram em passeata até o Palácio Iguaçu, onde uma comissão foi recebida para negociar o reajuste de 17,2% proposto pelo governo do Estado, entre outros pontos da pauta de reivindicações.
O resultado da reunião com o governo, da qual participaram os secretários da Educação, Maurício Requião, da Administração e Previdência, Maria Marta Lunardon, e da Casa Civil, Rafael Iatauro, foi levado para assembléia da categoria à tarde. Foi confirmado o reajuste de 17,2% a partir de maio, mas o governo do Estado vai aguardar o fechamento do quadrimestre para definir um cronograma de implantação. Em princípio, a intenção é repassar o índice em parcelas, até o final do ano.
A proposta de parcelamento foi vaiada pelo auditório lotado de educadores que acompanhavam a assembléia. O presidente da APP-Sindicato, José Lemos, disse que o conselho estadual da entidade, que envolve 125 dirigentes, não quer o parcelamento, mas concordou em voltar a discutir o assunto no dia 7 de maio, quando ficou agendada nova reunião, na Secretaria de Estado do Planejamento.
Ainda de acordo com Lemos, houve compromisso por parte do governo de retomar os estudos para implantação do plano de carreira dos funcionários e, também, de avaliar a equiparação salarial entre professores e demais servidores de nível superior. O governo instituiu o 1º de maio como data-base para todo o funcionalismo ligado ao Executivo e irá usar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para reajustar os salários. Segundo Lemos, no caso dos professores, houve o compromisso de estudar um outro percentual, além do IPCA, até zerar a diferença salarial.
A Secretaria de Estado da Educação não fez levantamento de quantas escolas das 32 regionais ficaram sem aulas, mas informou que, em Curitiba, mais da metade dos 168 estabelecimentos da rede estadual de ensino paralisou as atividades ontem, deixando cerca de 110 mil alunos fora das salas. As maiores adesões aconteceram, também, nas regionais de Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu. No Litoral, nenhuma escola aderiu ao movimento e na Região Sudoeste a mobilização teria sido menor, segundo a secretaria.
A mobilização em todo o País teve o propósito de pressionar o governo federal a aumentar o valor do Piso Salarial Nacional (PSN). O projeto de lei encaminhado, recentemente, para o Congresso Nacional propõe piso de R$ 850,00. Os educadores reivindicam R$ 1.050,00 para professores do ensino médio e de R$ 1.575,00 para professores habilitados e de licenciatura plena.

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