São Paulo, 30 (AE) - Os professores da rede municipal de educação de São Paulo voltaram a protestar hoje pelo atraso do vale-refeição e pela falta de uma data fixa de pagamento dos salários. Durante o ato, que reuniu cerca de 800 pessoas, segundo cálculos da Polícia Militar, os professores também reivindicaram reajuste salarial.
O tíquete-alimentação está atrasado desde janeiro, segundo os organizadores do protesto. Eles também afirmam que a Prefeitura não concedeu o aumento de 1,35% previsto para março. Essa foi a segunda vez, em menos de dois meses, que os professores protestaram.
A Secretaria da Educação do Município também foi alvo hoje de outro protesto, dessa vez organizado por moradores de Cidade Dutra, bairro da zona sul da capital. Eles criticaram a suspensão do compromisso da secretaria de transformar em escola um prédio abandonado do bairro, pertencente à Secretaria de Estado da Saúde. Segundo a Assessoria de Imprensa da secretaria, a adaptação não será realizada porque o prédio foi cedido por apenas três anos, prazo considerado pequeno demais para justificar o investimento.
Promessas - Segundo o presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Sinpeem), Cláudio Fonseca, as reivindicações apresentadas hoje já haviam sido levadas à Prefeitura em fevereiro. "As promessas não foram cumpridas", disse.
Os professores querem a transformação do vale-refeição em auxílio-alimentação, pago em dinheiro. Também desejam que a data para o pagamento seja fixada por lei.
O secretário municipal de Comunicação Social da Prefeitura, Antenor Braido, respondeu que o acréscimo do vale-refeição na folha de pagamento está sendo analisado. O aumento salarial, porém, não será concedido, disse ele.

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