Porto Alegre, 22 (AE) - O conselho geral do Centro dos Professores do Rio Grande do Sul (Cpers-Sindicato) rejeitou hoje (22) a proposta de reajuste salarial feita ontem (21) pelo governo do Estado. O governo ofereceu reajuste de 10%, em duas vezes- março e julho. Pressionado por um déficit que atingirá este ano R$ 560 milhões, o governo Olívio Dutra alega que tem pouca margem para negociar. Caso a categoria entre em greve, será a primeira na administração petista.
Alguns conselheiros do Cpers-Sindicato consideram 20% o patamar adequado para começar a discussão, embora o comando da entidade não tenha formalizado este número. É o dobro da oferta do governo."Não temos possibilidade de ir a esse nível", disse hoje o chefe da Casa Civil, Flávio Koutzii. Como está formulada, a proposta aumentaria em R$ 171 milhões as despesas anuais com o magistério.
Os professores estaduais querem também a incorporação ao salário de um abono de R$ 40,17 e modificações no plano de carreira. O governo aposta em outras ações para reverter o indicativo de greve. No último final de semana, por exemplo, fez concurso público para admitir 8.400 professores. "Nós somos o único Estado que está contratando funcionários", afirmou Koutzii.
Caso a negociação não evolua rapidamente, com uma proposta alternativa do governo, a categoria deverá colocar proposta de greve em votação em assembléia marcada para 2 de março. O começo do ano letivo no Estado será no dia 1º de março.

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