Professores federais mantêm greve
Professores federais mantêm greve
Das agências
Paulo Renato liberou R$ 0 mi para o pagamento de 85 mil técnicos administrativosOs professores das universidades federais do Piauí, Espírito Santo, Minas Gerais e Pernambuco decidiram não aceitar a proposta do Ministério da Educação e continuar em greve. Na próxima semana, a Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes) vai analisar a sugestão feita pelo ministro Paulo Renato Souza, de suspensão da greve e reavaliar uma gratificação diferenciada para a categoria. A tendência é de rejeição à proposta do governo.
Com o anúncio do corte de salários, os professores de Mato Grosso adotaram uma forma criativa para conseguir dinheiro. Criaram a chamada Liquidação de Professores, uma feira que será realizada neste fim de semana, em Cuiabá, na qual venderão objetos pessoais.
Os professores da Universidade Federal do Paraná em Pato Branco (PR), que não estão em greve, decidiram não receber seus salários em solidariedade aos colegas de Curitiba, parados desde março. O diretor da faculdade de Ciências da Universidade do Amazonas, José Wilson Cavalcanti, pôs o cargo à disposição do reitor Walmir Albuquerque.
Ontem o ministro Paulo Renato Souza liberou R$ 80 milhões para pagamento de 85 mil dos 92 mil técnicos administrativos de 32 universidades federais que possuem hospitais universitários. A data do pagamento dos salários será definida na próxima semana pelo MEC.
Os servidores e técnicos-administrativos das universidades federais podem encerrar a greve na próxima semana. Representantes da Fasubra (entidade que reúne os sindicatos dos funcionários) apresentaram ao MEC um indicativo de suspensão de greve para o próximo sábado. O ministro Paulo Renato Souza, determinou, na noite de anteontem, que todos os servidores das universidades federais que têm hospitais universitários recebam o pagamento na próxima semana. Na segunda-feira, os recursos já estarão disponíveis para as universidades.
Das 39 universidades, 32 têm hospital. Dessas, sete já tinham informado ao MEC a existência ou não de greve. Com essa decisão, 85 mil dos 92 mil servidores e técnicos-administrativos vão receber o pagamento.





