Professores fazem protesto contra política salarial no Rio
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segunda-feira, 19 de abril de 1999
Por Felipe Werneck 
Rio, 20 (AE) - Trinta professores da rede estadual de ensino protestaram hoje contra o governador Anthony Garotinho em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo fluminense. Os manifestantes reivindicam o aumento do piso salarial da categoria - hoje de R$ 143 - para cinco salários mínimos e a convocação de cinco mil professores aprovados no último concurso para a rede, realizado no ano passado.
"O ano letivo corre o risco de inviabilizar-se", alertou a coordenadora-geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe), Gesa Linhares. "Tivemos uma audiência com o Ésio Cordeiro (secretário estadual de Educação), que demonstrou disposição de ajudar a categoria, mas é o Garotinho que tem a chave do cofre." De acordo com números do Sepe, o Rio possui hoje uma carência de 11.550 professores na rede estadual de ensino. Segundo Linhares, o governo só convocou 2.074 dos 7.300 professores aprovados no último concurso. "Passaram-se mais de 100 dias de governo e não houve avanço na negociação", disse o presidente da Central Única dos Trabalhadores do Rio (CUT-RJ), Alcebíades Teixeira, o Bid, que também é diretor do Sepe. "Queremos uma audiência já"
declarou.
A coordenadora-geral do sindicato criticou também a suposta intenção do governador Anthony Garotinho de acabar com a eleição para diretores de escolas estaduais. Segundo ela, Garotinho está querendo modificar o critério de escolha, passando a indicar pessoalmente os diretores. "Só queremos que ele faça valer seu programa de governo." O Sepe também reivindica que nenhum funcionário-administrativo da rede estadual receba menos de 3,5 salários mínimos.


