Curitiba, 07 (AE) - Professores da rede pública estadual do Paraná paralisaram as atividades hoje e realizaram várias manifestações durante o dia em todo o Estado. "Foi uma greve de advertência", explicou o presidente da Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato), Romeu Gomes de Miranda. Caso não obtenha sucesso nas negociações salariais com o governo
o sindicato ameaça com uma greve por tempo indeterminado a partir do dia 6 de maio. O Estado já antecipou que não tem condições de oferecer reajustes nesse momento.
O sindicato sustenta que, em média, 95% dos professores aderiram à paralisação, enquanto a Secretaria da Educação admite apenas 60%. Durante a manhã, houve manifestações em várias cidades. Em Curitiba, foi feita uma passeata e um ato na Praça Rui Barbosa. À tarde, os professores foram às praças de pedágio para entregar folhetos, alertando sobre a possibilidade de greve. Reivindicações - Os docentes reivindicam, entre outros, reajuste salarial de 41,14%. Eles também pedem que a Assembléia Legislativa aprove o plano de cargos e salários, entregue pelo próprio sindicato há cerca de dois anos. Miranda disse que a média salarial para 20 horas semanais é de R$ 400,00, enquanto a secretaria afirma ser de R$ 757,00. O Estado tem cerca de 54 mil professores.
A secretária de Educação, Alcyone Saliba, afirmou que o Estado não tem condições de reajustar salários agora, em razão do comprometimento de 75% da receita estadual com o funcionalismo. Segundo ela, nos últimos cinco anos os professores paranaenses tiveram ganhos médios de 135%, com a criação de níveis salariais. Ela antecipou que os servidores e professores que não foram às escolas hoje terão o dia descontado. Além disso, os professores ficarão obrigados a repor a aula. Preventivamente, o governo tinha entrado com uma ação com pedido de liminar para garantir multa de R$ 100 mil por dia caso houvesse ocupação de prédio público.

mockup