Até ontem à tarde, 36 professores universitários federais já haviam aderido à greve de fome voluntária que começa na segunda-feira em Brasília, em protesto pela retenção de salários pelo governo. Depois de passarem por exames de sangue, eles se preparam com uma dieta especial à base de líquidos. A presidente da Associação Nacional dos Docentes (Andes), Maria Cristina de Morais, disse que ficará fora do manifesto.
O comando de greve terá pelo menos quatro representantes no grupo. Foram tomados alguns cuidados para evitar problemas mais graves. Para fazer a greve de fome, os voluntários precisaram passar por exames de sangue. Três foram barrados por apresentarem problemas de hipertensão ou taxa de glicose inadequada.
‘‘Todos passaram por testes para saber a capacidade de aguentar uma greve de fome’’, explicou Maria Cristina. Segundo ela, a fase preparatório inclui uma dieta que vai eliminando aos poucos a carne e os alimentos sólidos, passando para os líquidos. Ainda não está definido o local onde os professores em greve de fome ficarão. ‘‘Terá que ser em um local calmo e com algum conforto e que haja formas de garantir as condições mínimas para acompanhamento do pessoal’’, explicou a presidente da Andes.

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