Curitiba - Os professores estaduais realizam amanhã uma nova assembleia para avaliar as conquistas da categoria e decidir se mantém ou não o estado de greve após o anúncio do governador Beto Richa de autorizar o pagamento em folha complementar dos 6,6% de aumento concedidos a todos os docentes da rede pública de ensino. O pagamento é retroativo aos meses de julho e agosto e foi divulgado na última sexta-feira. O estado de greve foi aprovado no encontro geral promovido pelos docentes após o protesto do último dia 30 de agosto, Dia de Luta pela Educação, em Curitiba, Londrina, e outras cidades.
Para a realização da assembleia de amanhã, mais uma vez, os mais de 75 mil professores e 28 mil funcionários das escolas da rede estadual deverão cruzar os braços. Com isso, os 1,3 milhão de estudantes de 2.139 instituições vão ficar sem aula nesta terça-feira. Além da concessão do reajuste em parcelas, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) destaca que existem outras pendências a serem discutidas com o governo e isso será levado em conta durante as assembleias.
Entre elas estão melhores condições de saúde aos profissionais, com a desvinculação do atendimento à categoria pelo SAS, reajuste para os funcionários das instituições que não foram contemplados pelo índice anunciado pelo governo, pagamento de promoções e progressões atrasados desde janeiro deste ano e abertura de debate sobre o concurso público para a contratação de novos profissionais. Os docentes ainda cobram a implantação de 33% da jornada de trabalho como hora-atividade. Atualmente a proporção é de 20% da carga horária.

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