Professores estaduais ameaçam parar
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quarta-feira, 28 de março de 2007
André Amorim<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A reunião realizada ontem entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Paraná (APP-Sindicato) e representantes de diversas secretarias de Estado, entre eles os secretários Ênio Verri (Planejamento) e Maria Marta Lunardon (Casa Civil), acabou sem nenhuma posição concreta do governo sobre o reajuste dos salários dos professores e funcionários de escolas estaduais.
Segundo a APP, o índice de reajuste deveria ser apresentado ontem para ser levado à Assembléia estadual da classe que será realizada neste sábado, às 8h30, no Colégio Estadual do Paraná.
Segundo o presidente da APP, José Lemos, ''se não houver evolução nesta resposta certamente haverá mobilização''.
A possibilidade de greve dos professores não foi descartada.
De acordo com Ênio Verri, uma comissão formada por técnicos das secretarias de Administração e Planejamento, juntamente com um economista do Dieese representando a APP, apresentaram ontem uma análise sobre as possibilidades de reajuste, mas esta avaliação ainda precisa passar pela secretaria da Fazenda para que seja apresentado um número oficial.
''Precisamos saber qual é a receita para ver qual será a margem de negociação'', argumenta Verri.
Os professores reivindicam a equiparação salarial com os demais servidores do poder executivo, que é de 56,94%.
O professor Lemos espera que a Secretaria de Planejamento dê uma resposta ainda hoje, mas o secretário Ênio Verri acredita que isso só será possível daqui a uma semana.
Durante a reunião de ontem, o economista do Dieese, Cid Cordeiro, apresentou dados relativos ao orçamento do Estado que indicariam a possibilidade de conceder o reajuste sem desobedecer a Lei de Responsabilidade Fiscal. No entanto, esta posição não foi aceita por Verri.
''Na visão dele (Cordeiro) é isso, mas não posso acatar este cálculo sem passar pela Secretaria da Fazenda'' explica.


