A assembleia estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), realizada na manhã de ontem (12 de outubro), em Curitiba, com a presença de dois mil educadores, definiu que haverá greve geral na rede estadual da educação pública do Paraná, a partir da próxima segunda-feira (17). O principal motivo foi o não pagamento da data-base para janeiro de 2017, que era a conquista da última greve dos docentes.
Em nota emitida ontem, a Secretaria de Estado da Educação (SEED), reitera que tem mantido o diálogo aberto, com a realização de reuniões periódicas na secretaria e na Casa Civil. "Todas as demandas dos professores e funcionários da educação estão sendo analisadas", ressalta a nota. Em relação à principal reivindicação, do pagamento das promoções e progressões, a SEED afirma que pretende implantar esses pagamentos a partir de janeiro de 2017. A secretária de Estado da Educação, professora Ana Seres, destaca que o Governo do Estado tem feito todos os esforços para efetuar os pagamentos o mais breve possível, mas isso depende da evolução do orçamento.
Os professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) de Bandeirantes e Apucarana decidiram por três dias de greve, após assembleias realizadas na última terça-feira (11). As aulas nessas instituições serão suspensas de segunda a quarta-feira da próxima semana. A decisão dos docentes também é uma resposta à proposta do governo do não pagamento da data base.

Ocupações
Nesta quarta-feira (12) já haviam 210 ocupações de escolas públicas estaduais em 48 municípios do Paraná. Até terça-feira (11), eram 180 unidades . Três prédios da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, em Marechal Cândido Rondon, Toledo e Cascavel, também estão ocupados. O movimento demonstra a insatisfação dos estudantes contra a reforma do ensino médio e a PEC 241. Em Londrina, são 16 escolas ocupadas.

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