O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) vai discutir durante o final de semana propostas para um substitutivo ao projeto de lei que o governo enviou ao Congresso com proposta de reajuste para os professores das universidades federais, em greve há 94 dias.
O sindicato indicou às assembléias estaduais que votem pela desistência da incorporação da GAE (Gratificação por Atividade Executiva). Essa reivindicação foi o principal ponto de embate entre o governo e os sindicalistas durante as negociações.
Na próxima terça-feira, as propostas do substitutivo serão levadas ao Congresso. O Andes se reunirá com os deputados Walter Pinheiro (PT-BA) e Nelson Marchezan (PSDB-SP), relator do projeto, e também com deputados da Comissão da Educação. O prazo para mudanças no projeto termina na próxima quarta-feira.
As propostas do substitutivo só ficarão prontas após a rodada nacional de reuniões das assembléias no final de semana. Porém, o Andes adiantou que pedirá equiparação da GID (Gratificação de Incentivo à Docência) e GED (Gratificação de Estímulo à Docência) e correção salarial dentro dos limites de verba já estabelecidos pelo Ministério da Educação.
A proposta feita pela Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior) ao Andes também poderá ser levada em conta na elaboração do substitutivo. A entidade propôs um aumento nos adicionais por titulação recebido pelos professores, o que aumentaria o salário base e compensaria as perdas da incorporação da GAE.
O Andifes sugeriu ao MEC que utilize os R$ 250 milhões já disponíveis para aumentar os adicionais. Com isso, os professores mais qualificados teriam um percentual maior de aumento. Com a proposta, o aumento seria escalonado de acordo com a titulação.
O MEC sinalizou que aceita a proposta da Andifes, mas o Andes ficou de estudar e responder posteriormente. (Leia mais sobre greve na Folha Cidades)

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