Professores em greve mantêm reivindicações
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sábado, 21 de fevereiro de 2015
Diego Prazeres<br> Reportagem Local 
Londrina - À espera de uma nova rodada de negociações com o Governo do Estado, prevista para o início da semana, os professores e funcionários das escolas da rede pública de ensino do Paraná mantêm o posicionamento de só encerrar a greve geral iniciada no último dia 9 quando forem atendidas reivindicações que a categoria considera impreteríveis, como o pagamento do 1/3 de férias em parcela única e de benefícios atrasados.
Embora a categoria reconheça que houve alguns avanços após duas longas reuniões de negociação com o governo, realizadas anteontem e na última quinta-feira no Palácio Iguaçu, em Curitiba, segue o impasse em relação a esses e a outros itens da pauta. As deliberações em relação à greve voltaram a ser discutidas durante todo o dia de ontem em assembleia promovida pelo Conselho Estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP Sindicato) e pelo comando geral de greve, na sede da entidade, na Capital, que reuniu cerca de 200 dirigentes dos 29 núcleos sindicais da APP.
"A avaliação preliminar é que a greve continua, tanto que manteremos o acampamento de representação da APP Sindicato junto com outras categorias, como docentes e servidores das universidades e funcionários do Detran-PR, no Centro Cívico para manter a mobilização. Houve, sim, alguns avanços nas negociações com o governo, mas ainda existe impasse em relação a alguns pontos que consideramos importantes. Temos uma nova reunião programada com o governo para o dia 23, mas ainda não foi confirmada", afirmou ontem pela manhã o presidente da APP Sindicato, Hermes Silva Leão.
Segundo ele, a dívida com os benefícios de promoção e progressão de carreira atrasados já passa dos R$ 90 milhões. "O governo afirma que está diante de uma crise financeira e indica para depois de abril o início do pagamento dos atrasados, mas nós entendemos que tem uma saída. Eles podem no mínimo implementar de imediato o direito ao benefício, ainda que paguem o total depois", apontou o sindicalista.
Outra reivindicação dos professores é a reabertura dos programas Mais Educação e Hora Treinamento, que oferecem aulas de educação física, educação artística e oficinas culturais no contraturno.
Entre outros pontos de impasse que voltarão a ser discutidos na próxima reunião com o governo estão o Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE), que a categoria exige que seja realizado depois de agosto, enquanto o Estado anunciou sua suspensão para todo o ano, a revogação da normativa que suspendeu as licenças-prêmio dos professores e a garantia da nomeação de 463 concursados a mais do que os 5.522 que já tinham sido anunciados pelo governador Beto Richa (PSDB) no início do ano.


