Curitiba - Em greve desde o dia 9 de fevereiro, os professores estaduais do Paraná planejam uma série de mobilizações ao longo desta semana, para forçar o governo a negociar pontos pendentes da pauta de reivindicações, como pagamento de atrasados e superlotação em salas de aula. Hoje, eles acompanham o retorno dos trabalhos em plenário na Assembleia Legislativa (AL), às 14h30, e realizam panfletagens em terminais de ônibus e praças. Já para quarta-feira está previsto um "grande ato em defesa da escola pública", em Curitiba, com a participação de educadores de diferentes regiões. O horário ainda não foi confirmado.
A categoria chegou a se reunir duas vezes com representantes do Executivo, a última delas na sexta-feira passada, no entanto, algumas divergências emperraram as negociações. O novo calendário de atividades foi definido anteontem, no encontro do Conselho Estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP Sindicato), na Capital. A expectativa é de que funcionários do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PR), caminhoneiros e trabalhadores do Judiciário, os últimos com paralisação prevista para começar amanhã, "engrossem" o movimento.
Apesar de a gestão do governador Beto Richa (PSDB) ter cedido em determinados itens, se comprometendo, por exemplo, a "fatiar" o pacotaço fiscal, debater as mudanças na previdência com os servidores e não encaminhar mais à AL propostas que retirem direitos trabalhistas, não houve consenso em questões como revisão no número de professores das escolas e nomeação de 463 docentes concursados. Há a possibilidade de uma nova rodada de negociações acontecer entre hoje e amanhã. Neste caso, a licença-prêmio dos educadores, que tinha sido cancelada, e a redistribuição de aulas dos temporários, os chamados PSS, também devem ser debatidas.

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