Curitiba- Milhares de professores e funcionários da rede estadual de educação devem participar hoje pela manhã de uma manifestação em Curitiba para requisitar que o governo do Paraná atenda uma pauta de 23 reivindicações.
Parte dos manifestantes integra a marcha que saiu de Ponta Grossa na semana passada. São esperadas caravanas de cidades do interior além dos professores e funcionários que trabalham em Curitiba e região e que se reunirão no Centro da Capital. O grupo deve seguir até o Palácio Iguaçu. ''Queremos que alguém do governo nos atenda'', disse Luiz Carlos Paixão da Rocha, secretário do Sindicato dos Professores do Paraná (APP-Sindicato).
Os pedidos principais são reposição salarial de 48% para os professores e aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para os funcionários. Também reivindicam a sanção do projeto de lei que limita o número de alunos por turma e a regulamentação de pontos do PCCS dos professores, aprovado no ano passado.
Os professores e funcionários que integram a marcha que saiu de Ponta Grossa foram surpreendidos ao chegar em Curitiba. A Guarda Municipal não permitiu que eles acampassem no Parque Barigui, onde pretendiam passar a noite. ''Conseguimos acampar em todos os lugares onde paramos desde o início da marcha e aqui fomos impedidos. Disseram que o Barigui é um parque símbolo da cidade. Mas nós não vamos estragar nada'', contestou José Rodrigues Lemos, presidente da APP-Sindicato.
O secretário municipal de Governo, Maurício de Ferrante, afirmou que o prefeito Beto Richa (PSDB) é ''solidário'' à manifestação, mas que não seria permitido acampar no Barigui. ''Não há como oferecer segurança adequada e o parque não é um lugar apropriado para acampamento'', disse Ferrante.

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