Professores e servidores das universidades estaduais mantêm greve
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Viviani Costa<br> Reportagem Local 
Londrina - Servidores das universidades estaduais do Paraná participaram de diversas reuniões ontem para avaliar e debater as propostas apresentadas pelo Governo do Estado aos reitores das sete instituições na terça-feira (veja box). A representante do Fórum das Entidades Sindicais do Paraná (FES), Marlei Fernandes, destacou que cada categoria terá autonomia para decidir os próximos passos da mobilização. "Até o momento, os sindicatos não suspenderam a greve. Alguns devem promover assembleias, mas não há uma orientação geral por parte do fórum", comentou.
Conforme Marlei, não há um consenso em relação a itens como os pagamentos em atraso por parte do governo. O Fórum representa 23 associações e sindicatos do Paraná. "Para cada categoria, houve uma promessa. Todos têm o que receber do governo e temem ficar sem os valores", destacou a representante. Já em relação às mudanças no Paranaprevidência, o fórum indicou uma comissão formada por sete servidores para compor o grupo de trabalho já escolhido pelo Governo do Estado.
Os servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) prometem manter a mobilização até que as propostas sejam oficializadas. "Não temos nada que comprove que o governo vai cumprir tudo o que foi anunciado na imprensa", explicou o secretário geral da Assuel Sindicato, Adão Brasilino. Hoje a categoria se concentrará a partir das 9 horas na Praça Nishinomiya, próximo ao aeroporto. A expectativa é que mais de 500 pessoas, entre estudantes, professores e representantes de outras categorias, participem da caminhada até o Hospital Universitário. Na manhã de ontem, os profissionais se reuniram na Concha Acústica e caminharam pelo Calçadão com cartazes contra o Governo do Estado. Os professores da UEL ainda avaliam as propostas.
O comando de greve da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) informou que os docentes e agentes universitários mantiveram a paralisação. A vice-presidente do Sinduepg, Gisele Masson, afirmou que a pauta de reivindicações da categoria não foi atendida. "O movimento conseguiu avançar na manutenção dos direitos, mas ainda há pontos em aberto", declarou. Entre as reivindicações estão o pagamento imediato do 1/3 de férias, a retomada dos atendimentos do Sistema de Assistência à Saúde (SAS) em Ponta Grossa, a garantia da participação da comunidade universitária na elaboração do projeto de autonomia das instituições e o compromisso com o pagamento das bolsas de extensão e de pesquisa dos estudantes.
Na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), representantes do comando geral da greve se reunirão hoje para dar continuidade à discussão das medidas. Roberto Antônio Deitos, um dos diretores da Adunioeste, associação que representa os professores da universidade, criticou a realização das negociações entre os reitores das instituições e o Governo do Estado sem a presença dos representantes dos sindicatos. "Nós não fomos chamados para discutir a pauta ainda. As universidades já possuem autonomia garantida pela Constituição Federal e pela Constituição do Paraná", destacou.


