Professores e funcionários da Universidade Estadual de Maringá (UEM) poderão entrar em greve a partir do dia 1º de agosto, como ficou definido ontem, durante a reunião das categorias. Nova assembléia acontece dia 19 de julho para decidir se haverá paralisação ou não. Eles reivindicam reajustes salariais e alegam que o governo do Estado ainda não apresentou uma contraproposta.
Durante o movimento de ontem, cerca de 60% dos professores da UEM não trabalharam. Apenas os que haviam marcado provas compareceram às salas de aula. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Superior de Maringá (Sinteemar), a defasagem salarial atinge professores de todos os níveis. Na média, as perdas passam dos 35%.
Os professores formaram uma comissão para estudar as contas do governo. Eles querem saber se realmente o Estado não tem condições de corrigir as perdas acumuladas ao longo dos anos.
Os estudantes apoiaram a paralisação. À tarde, eles organizaram uma passeata com faixas e um carro de som e interromperam por mais de 30 minutos o trânsito da avenida Colombo, principal via de acesso da cidade.
Os alunos reivindicam a criação da Casa do Estudante, e defendem a autonomia da universidade.

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