Professores e servidores da UEL suspendem greve
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sábado, 05 de novembro de 2016
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
O Sindicato dos Servidores Técnicos Administrativos da Universidade Estadual de Londrina (Assuel) votou nesta sexta-feira (4) pelo fim da greve da categoria que já durava 19 dias. Em duas assembleias, uma realizada às 9 horas, no Anfiteatro Cyro Grossi, e outra às 13 horas, no Anfiteatro do Hospital Universitário (HU), os servidores decidiram, por maioria, retornar às atividades.
Durante a greve, apenas setores prioritários tiveram o atendimento mantido, como a urgência e emergência do HU, Hospital das Clínicas e Hospital Veterinário da UEL. De acordo com o diretor financeiro da Assuel, Arnaldo Mello, tanto os servidores do campus como os do HU decidiram por fim à greve para ouvir as propostas do governo estadual, em reunião marcada para a próxima segunda-feira (7), com o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni. "A suspensão foi determinada para que possamos negociar com o governo o pagamento da reposição salarial", conta.
Os servidores, no entanto, decidiram permanecer em estado de greve. "Se o governo não avançar na proposta de reposição, a categoria paralisa as atividades novamente", garante o representante do sindicato. Segundo Mello, a maioria das atividades deve ser retomada imediatamente, porém alguns setores precisarão de um tempo para se reorganizar e devem começar a funcionar a partir de segunda-feira.
Em assembleia na tarde desta sexta-feira (4), no Anfiteatro Cyro Grossi, o Sindicato dos Professores de Ensino Superior de Londrina (Sindiprol) também deliberou pela suspensão da greve. O vice-presidente do Sindicato, Nilson Magagnin Filho, lembra que a suspensão é em caráter temporário. "Como o governo retirou a suspensão da data-base da emenda nº 43, nós decidimos suspender temporariamente a greve. Se houver qualquer mudança nesse sentido, podemos retomar as paralisações", afirma.
A referência de Magagnin Filho é ao item 33 da emenda nº 43 da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que previa a suspensão do pagamento da data-base nos meses de janeiro e maio ao funcionalismo público. "A retirada desse item é importante porque se houver novas tentativas do governo de não conceder a reposição total da inflação, não haverá materialidade para isso", avalia. Durante o período de greve, as aulas foram suspensas na Universidade Estadual de Londrina (UEL), na Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) e no campus de Apucarana da Universidade Estadual do Paraná (Unespar).


