Professores devem entrar hoje com recurso contra decisão do TJ-PR
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segunda-feira, 02 de março de 2015
Andréa Bertoldi Reportagem Local 
Curitiba O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP Sindicato) pretende entrar hoje com recurso contra a decisão do Tribunal de Justiça (TJ-PR) que determinou o retorno dos professores do terceiro ano do Ensino Médio às salas de aula e de 30% dos servidores da área administrativa. O sindicato foi oficialmente notificado da decisão ontem de manhã.
A liminar despachada no último sábado pelo juiz de plantão Victor Martim Batschke estabeleceu um prazo de 48 horas para o cumprimento da decisão. O entendimento da APP é de que o prazo conta a partir da notificação, e não do despacho. Com isso, ontem a liminar não garantiu a retomada das aulas ou o encerramento total da greve dos educadores e funcionários da rede estadual, que entrou ontem na quarta semana. Por enquanto, as aulas permanecem suspensas.
A assembleia geral da categoria para decidir pelo fim da greve ou não está marcada para amanhã de manhã.
"Até quarta-feira (amanhã), não tem aula", disse o secretário de comunicação da APP Sindicato, Luiz Fernando Rodrigues. Segundo ele, se a categoria entender que a proposta do Governo Estadual é insuficiente, a greve pode continuar.
Rodrigues disse que há dois pontos em que o governo ainda não sinalizou com nenhum tipo de proposta. Um deles é o pagamento de R$ 96 milhões em progressões e promoções que estão em atraso. O outro é o projeto da previdência que deverá retornar à pauta da Assembleia Legislativa. Há um fundo previdenciário que tem R$ 8 bilhões e o fundo financeiro, no qual o governo precisa fazer aportes mensais. Segundo ele, hoje 86% dos aposentados estão no fundo financeiro. A ideia inicial do governo é usar os R$ 8 bilhões para suprir o fundo financeiro, o que os professores criticam.
De acordo com o líder do governo na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), o Estado entrou na Justiça pedindo a decretação da ilegalidade e da abusividade da paralisação como forma de dar um retorno à sociedade, uma vez que muitos pais e alunos estão cobrando o início efetivo do ano letivo.
"Esgotado, na quarta-feira (passada), um processo de negociação extremamente bem-sucedido, o governo entendeu que na sexta ou no sábado a APP Sindicato marcaria a assembleia, para que os professores deliberassem se retornariam ou não às aulas neste 2 de março. Para a surpresa de todos, a assembleia foi marcada para um prazo mais extenso, a quarta-feira, dia 4", afirmou.


