Curitiba- Depois de garantir o 13º salário, as férias e o terço de férias, os professores e funcionários de escolas que podem ser demitidos pelo governo do Estado deixaram a Secretaria de Educação. Porém, os celetistas não conseguiram reverter a demissão. Segundo o Sindicado dos Professes do Paraná (APP-Sindicato), uma das esperanças está no projeto de lei aprovado ontem em primeira discussão na Assembléia Legislativa que determina um limite máximo de alunos por sala de aula. Caso sancionado pelo governador Roberto Requião (PMDB), o Estado precisaria contratar mais professores.
''Continuamos negociando. Mas saímos da secretaria porque já temos os direitos trabalhistas garantidos. Amanha temos mais um reunião na Assembléia para discutir a questão'', afirmou o presidente da APP-Sindicato, José Lemos. Os seis mil professores e oito mil funcionários são contratados pelo governo do Estado pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), por meio do Paraná Educação. O governo anunciou que irá demitir esses funcionários para cumprir decisões do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e da Justiça do Trabalho, e que fará nova contratação através de concurso público.
Lemos argumenta que vai faltar professores, caso o governo chame os aprovados no último concurso, e por isso será um teste seletivo simplificado no ano que vem. ''Ele está demitindo agora para contratar de volta em fevereiro por meio de um contrato especial. Mas os professores vão voltar sem carteira assinada, com salário 25% menor, sem fundo de garantia e sem o repouso semanal remunerado'', reclamou o presidente da APP-Sindicato. Além de continuar negociando, alguns professores acompanharam ontem as votações da Assembléia para pressionar a aprovação do projeto que diminui o número de alunos por sala de aula.

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