Curitiba – Cerca de 600 professores estaduais e funcionários de escolas realizaram uma assembléia sábado no Colégio Estadual em Curitiba para definir o calendário de mobilizações da categoria. Os educadores decidiram fazer uma vigília na frente do Palácio Iguaçu e da Assembléia Legislativa entre os dias 30 de maio e 1º de junho. No dia 15 de junho, eles também devem realizar uma marcha com saída de Ponta Grossa e chegada prevista em Curitiba no dia 20 do mesmo mês. Ainda ficou definido que no dia 19 de junho, os professores darão aulas de 30 minutos. Em 30 de agosto, acontecerá uma paralisação nas escolas do Estado todo.
  Em junho e julho, os professores farão conferências regionais para debater propostas para o novo governo estadual nas 29 regionais da APP do Paraná. Nos dias 4 e 5 de agosto, acontece uma conferência estadual para sistematizar todas as propostas. E, na segunda quinzena de agosto, os professores farão debates com todos os candidatos ao Governo do Estado para apresentar as propostas da categoria para a educação.
  Os professores reivindicam reajuste salarial de 56,94% dividido em duas parcelas, uma em junho e outra em dezembro deste ano. A data-base da categoria é 1º de junho junto com o restante dos servidores estaduais. Segundo o diretor de imprensa da APP Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Paraná), Luiz Carlos Paixão da Rocha, os educadores pretendem realizar pressão na Assembléia Legislativa para conseguir a aprovação de três projetos de lei.
  Um deles é o Projeto de Lei 149/06 que equipara o salário dos professores aos salários dos outros servidores públicos que têm nível superior, o que daria um reajuste de 56,94%. Outro é o Projeto de Lei 150/06 institui um plano de carreira para os funcionários das escolas.
  Além disso, os professores querem a aprovação do Projeto de Lei 486/05 que estabelece um limite máximo de alunos por sala de aula. O projeto foi aprovado em duas votações pela Assembléia Legislativa em agosto de 2005 mas foi vetado pelo governador Roberto Requião. Com isso, seria estabelecido um limite de 35 alunos por sala no ensino médio, 30 no ensino fundamental e 25 na educação infantil.
  Além disso, a categoria quer o atendimento à saúde do servidor da área de educação e obter a regulamentação do cargo de 40 horas semanais para os professores. Hoje, os educadores trabalham em regime de 20 horas e para atuar 40 horas precisam prestar dois concursos públicos. O Estado conta com 60 mil professores, 20 mil funcionários na área de educação e 2.200 escolas.

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