Professores debatem regulamentação do piso
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sexta-feira, 18 de maio de 2007
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Professores das redes públicas de ensino estiveram ontem reunidos em Curitiba para discutir a regulamentação do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) para a categoria. O projeto de Lei 619 de 2007, de autoria do Poder Executivo, fixa o piso para os professores em R$ 850 para os professores com magistério e em R$ 1.050 para os que têm curso superior. Mas os professores acreditam que o piso possa ser melhorado.
Além de pedirem piso de R$ 1.050 para os professores com magistério e em R$ 1.575 para os educadores com curso superior (carga horária de 30 horas semanais), os sindicatos pedem gratificação de 30% por hora atividade (período em que o professor tem que fazer o planejamento da aula e a correção de trabalhos e provas).
''É um anseio de toda a categoria o piso dos professores. Mas temos condições para melhorar esse piso. E temos que tirar do texto a palavra remuneração -que une todos os vencimentos- para fins de piso. Piso é o mínimo e tem que ser apenas sinônimo de vencimento, sem extras eventuais'', defendeu o professor José Lemos, presidente do Sindicato Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato).
O relator da proposta na Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal, Severiano Alves (PDT-BA), confirmou que é consenso entre os parlamentares a mudança da palavra remuneração para vencimento. Mas não deu esperanças sobre melhorias no piso nacional.
''Nós achávamos que estabelecer um piso nacional seria muito difícil quando recebemos o texto do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica). Fizemos a emenda e foi aprovado. Imaginamos que o valor do piso não passaria de R$ 750 e o texto traz um piso maior, de R$ 850. Tivemos grande vitória'', ponderou o deputado.
''O salário tem vinculação direta com a qualidade da educação. Nosso mote de campanha tem sido no Brasil: pague o piso ou pague o preço. Vamos investir em educação para não termos que investir em presídios, em equipes policiais, em combate à violência'', ponderou o educador Heleno Araújo Filho, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).


