Curitiba - Os docentes das universidades Federal do Paraná (UFPR) e Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) decidiram ontem, em assembleias, prosseguir com a paralisação que já passa de 80 dias. Desde o dia 17 de maio, mais de 50 mil estudantes das duas institutições estão sem aulas.
O governo encerrou as negociações com a categoria no último dia 1º, não alterando a proposta de reajustes salariais entre 25% a 40% e sem reestruturação da carreira.
''O governo desrespeitou as decisões de todas as assembleias realizadas e ignorou a pauta de reivindicação em relação à valorização e reestruturação de carreira dos docentes e melhores condições de trabalho. Apenas assinou um acordo com a Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior) que representa apenas 7 das mais de 50 instituições de ensino superior'', destacou o professor Luiz Allan Kunzle, presidente da Associação dos Professores da UFPR (APUFPR).
Ele acrescentou ainda que a categoria ameaça não repor as aulas perdidas e não descartou a possibilidade de suspensão do próximo vestibular. ''Estamos fazendo isso para tentar abrir uma nova negociação que foi encerrada sem que ocorresse um acordo com a maioria das instituições'', ressaltou.
''Representantes de todos os campi da UTFPR aprovaram a continuidade do movimento já que o governo interrompeu abruptamente as conversas'', completou o presidente do Sindicato dos Docentes da UTFPR (Sindutfpr), Ivo Queiroz.

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