Londrina - Professores de Centros de Educação Infantil (CEIs) mantidos por entidades filantrópicas de Londrina estarão reunidos na manhã de hoje na sede do Sindicato dos Professores das Escolas Particulares (Sinpro) para discutir o reajuste salarial deste ano e votar indicativo de greve. Eles reivindicam um aumento de pelo menos 10%, mas de acordo com o Sindicato das Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional (Secraso) o reajuste será de apenas 8%.
O salário dos professores é de R$ 547,00, para uma jornada de seis horas diárias. ''Queremos aumento de 10%. Se não houver acordo, entraremos em greve no início de abril e vamos parar de forma gradativa'', afirmou Diego Mendes de Carvalho, diretor do Sinpro.
''A Prefeitura já sinalizou repasse de 10%. Então, por que o reajuste é de 8%?'', questiona Carvalho, ressaltando que a classe não quer correr o risco de ficar com o salário abaixo do mínimo nacional. ''Com os aumentos já previstos isso pode acontecer no final deste ano'', cogitou.
O presidente do Secraso, José Nilton de Souza, alega que não há vinculação direta entre o valor repassado pela Prefeitura e o aumento salarial. ''Algumas entidades já apresentam deficit nas contas'', alegou.
Segundo a secretária municipal de Educação, Karin Sabec, os professores deveriam receber aumento de 10%. ''Sei que as entidades têm uma série de outros gastos e, por isso, precisam contar com a ajuda de outros órgãos e da comunidade'', destacou. Atualmente, o município conta com 65 CEIs filantrópicas com convênio com o poder público.

mockup