Belo Horizonte, 01 (AE) - Dezenas de professores da rede municipal de Belo Horizonte, em greve desde ontem (31), invadiram hoje o prédio da Secretaria de Educação da Prefeitura. Com banda de música, velas e apitos, eles carregavam um caixão com um boneco representando a secretária de Educação, Maria Ceres Pimenta Spínola.
Os professores foram recebidos pela secretária, que pediu para que colocassem o caixão sobre sua mesa enquanto conversavam. Não houve acordo. A categoria, formada por 12 mil profissionais - um terço do efetivo da prefeitura -, reivindica reajuste salarial de 18,45%, fim do parcelamento dos vencimentos mensais, pagos em duas vezes, e mudanças no plano de carreira. Eles também querem que o prefeito Célio de Castro (PSB) retire da Câmara Municipal projeto que aumenta de 6% para 11% as contribuições previdenciárias do funcionalismo.
De acordo com a Secretaria, a greve atingiu parou 72 das 174 unidades municipais de ensino. Em outras 60 escolas o funcionamento foi parcial e em 38 não houve paralisação. Já o Sindicato Único dos Trabalhadores no Ensino (Sindiute) informou que a paralisação teve a adesão de 85% da rede municipal, deixando 170 mil alunos sem aulas.
A secretária afastou a possibilidade de atendimento de duas reivindicações: o reajuste nos salários e o fim do parcelamento. "Isso invibializaria o caixa da Prefeitura", disse. Os professores devem manter o movimento até o dia 8, quando haverá nova assembléia da categoria. A tendência, segundo dirigentes sindicais, é de que a greve seja mantida. Os professores estaduais de Minas Gerais estão em estado de greve e também podem decidir por uma paralisação nos próximos dias.

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