Professores das universidades federais voltam às ruas
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quinta-feira, 14 de junho de 2012
Micaela Orikasa <br> Reportagem Local 
Londrina - Ontem pela manhã, docentes, estudantes e técnicos-administrativos dos campi de Londrina da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e do Instituto Federal do Paraná (IFPR) realizaram a terceira manifestação grevista.
Desde 17 de maio, aproximadamente 90% dos docentes de ambas instituições de Londrina paralisaram as atividades, atingindo diretamente cerca de 1,5 mil estudantes. Já os técnicos-administrativos municipais, que chegam a 50%, aderiram ao movimento na última segunda-feira.
Prestes a completar um mês, a greve nas universidades federais tem quase 100% de adesão em todo o País. Segundo Wesley Amâncio, técnico-administrativo e representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público do Estado do Paraná (Sinditest), a adesão ocorre em 51 das 58 universidades federais do País.
''Ficamos fragilizados em ter que esperar uma negociação por parte do governo, que na verdade, não está acontecendo. A tendência, se nada for feito, é de intensificarmos as manifestações'', alegou.
A mobilização de ontem, que teve início na Concha Acústica (Região Central) foi prestigiada por mais de 100 pessoas munidas de cartazes e apitos e terminou no Calçadão.
As categorias reivindicam a implantação de um novo plano de carreira, melhores condições de trabalho e reajuste salarial de 22%. Os manifestantes afirmam também que a incorporação das gratificações em 4% aos professores, prometida pelo governo do Estado no ano passado, não foi cumprida. ''Por enquanto, a negociação é praticamente zero'', afirma Amâncio.
Está prevista para o próximo dia 19, em Brasília, uma reunião com a representação nacional de docentes das universidades federais e o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça. ''Esperamos que tenha uma solução, pois não só os professores, mas várias categorias de servidores públicos federais estão sendo afetadas'', declarou o docente de Bioquímica da UFTPR, Cláudio Takeo Ueno.
Alunos das universidades também participaram do movimento. Para o estudante Vinícius Barros, do 4º ano de Engenharia Ambiental da UFTPR, ''a paralisação atrasa o calendário, mas a manifestação dos professores é certa porque a reivindicação tem fundamento.''


