Professores das federais recusam acordo com governo
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 29 de outubro de 2001
Agência Folha <br> De Brasília 
Os professores das universidades e escolas técnicas federais rejeitaram ontem um acordo oferecido pelo governo que previa a liberação dos salários retidos de setembro e atendia as reivindicações dentro do limite orçamentário já estabelecido. Com isso, as reuniões de ontem foram pautadas por mútuas acusações de intransigências. Hoje, os líderes das bancadas partidárias no Congresso decidem se mantêm os R$ 350 milhões já prometidos aos professores para 2002, dos quais R$ 100 milhões ainda não estão garantidos por acordo formal.
Além da incorporação da Gratificação por Atividade Executiva aos salários e a extensão de 60% da gratificação por desempenho aos inativos, os grevistas querem mais R$ 15 milhões para equiparar as gratificações por desempenho dos ensinos fundamental, médio e superior.
O ministério se mostrou desfavorável à idéia porque, segundo governo, o aporte teria de incluir os docentes das escolas militares, o que exigira mais recursos. Os professores também querem mudar o sistema de pontuação do desempenho profissional nos ensinos fundamental e médio.
Para a secretária de Ensino Superior, Maria Helena de Castro, os grevistas ''estão ultrapassando os limites políticos da greve''. Segundo ela, a liberação dos salários de setembro pode ocorrer amanhã, se houver acordo. O salário de outubro será pago após o reinício das aulas.
Se depender do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, os professores em greve ficarão sem salários. O chefe do Ministério Público encaminhou ontem parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) sugerindo que o presidente do órgão, Marco Aurélio Mello, mantenha a suspensão dos salários dos docentes. (Leia mais sobre greve no Folha Cidades)


