Professores e servidores federais entraram na Justiça para derrubar a ordem judicial que determina o retorno ao trabalho. Enquanto não se julga os recursos contrários à decisão do juiz federal José Pires da Cunha, da 17 Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal , as duas categorias prometem manter a paralisação e até intensificar o movimento.

''Ao não procurar o diálogo, o governo está comprometendo o atendimento dos usuários'', criticou a diretora da Secretaria Jurídica do Sindicato dos Servidores Públicos da Previdência do Paraná (Sindiprevs), Jaqueline Mendes de Gusmão. ''Também está prejudicando os alunos das universidades e os candidatos do próximo vestibular'', complementou o presidente da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (Apufpr), professor Francisco de Assis Marques.

Marques destacou que, com a demora nas negociações, existe a possibilidade dos universitários perderem o ano letivo e o vestibular vir a ser adiado. Os professores universitários e os servidores do INSS estão em greve há 101 dias.

O professor compara as decisões que vêm sendo tomadas pelo governo (chamadas de pacote antigreve) ao AI-5. ''Estamos indignados. Isso é um AI-5 em menor escala e temos a Constituição a nosso favor. Da mesma forma como há R$ 55 bilhões para subsidiar a dívida agrária de ruralistas, deveria ter R$ 360 mil por ano para atender as reivindicações dos professores federais.'' (Israel Reinstein)

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