Mobilizados em todo o país, os professores das universidades federais decidiram deflagrar uma greve nacional em setembro, quando as aulas do segundo semestre já tiverem iniciado nas 52 instituições federais de ensino superior.
De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), a paralisação acontecerá de 10 a 14 de setembro. Os professores reivindicam reajuste salarial de 75,48%, além da contratação de pelo menos 8 mil professores em todo o país para suprir a atual demanda.
O último reajuste da categoria ocorreu há cerca de seis anos. No próximo domingo haverá uma plenária dos servidores federais em Brasília (DF). ‘‘Não acredito que o MEC (Ministério da Educação) atenda às nossas reivindicações nos próximos dias ou meses. A greve tornou-se inevitável’’, afirma Fernando Pires, vice-presidente do Andes.
A intenção de greve dos professores ganhou força com o movimento dos servidores técnico-administrativos. Até hoje, cerca de 80 mil deles -de 24 universidades federais do país-estavam em greve.
Os servidores pedem que o MEC aprove um plano único de carreiras e salários e incorpore um projeto de gratificação aos servidores inativos.
O ministério, por meio de sua assessoria, não se manifestou a respeito das reivindicações de professores e servidores das universidades federais.

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