Cerca de 500 funcionários e professores da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), de Cascavel, decidiram ontem entrar em greve por três dias. Só os docentes, porém, vão parar as atividades hoje, amanhã e sábado, com o apoio dos funcionários. Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Unioeste (Sintioeste), Ivan José de Padoa, os grevistas esperam que o governo conceda imediatamente o reajuste pleiteado.
Em Ponta Grossa, os professores da UEPG aprovaram paralisação de um dia (quarta-feira que vem) ''para demonstrar o descontentamento com a política do Governo'', segundo o presidente do sindicato, Sérgio Luiz Gadini. Depois disso, eles irão reavaliar a mobilização em nova assembléia.
Na Universidade Estadual de Londrina (UEL) a decisão da assembléia, que reuniu cerca de 300 dos 1,6 mil professores da instituição, foi contrária à greve. Após três horas de discussão, apenas uma minoria se mostrou favorável à paralisação. Para a presidente do Sindicato dos Professores da UEL e Região (Sindiprol), Inez Almeida, a decisão não significa que os docentes da instituição estejam contentes com o reajuste de 6,57% já concedido pelo governo. ''Não encaro esta decisão como uma derrota, significa que talvez tenhamos que reavaliar o movimento.'' Nova assembléia para discutir os novos encaminhamentos será realizada na próxima terça-feira.
Os professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) também não farão greve nesse mês. Pretendem ampliar as negociações com o governo sobre uma reestruturação no plano de cargos e salários nos próximos 75 dias. A intenção dos docentes é organizar reuniões com o governo e envolver toda sociedade e os estudantes até o dia 16 de outubro, quando haverá nova assembléia para avaliar a proposta de paralisação por tempo indeterminado. Os professores reconheceram a iniciativa do governo de dar reajuste salarial, mas afirmam que isso foi uma reposição que não ameniza as perdas acumuladas.
Caso os professores aprovem a paralisação no dia 16, o movimento deverá ser por tempo indeterminado e poderá até influenciar o vestibular da universidade, esse ano antecipado para os dias 2, 3 e 4 de dezembro.
Em Guarapuava, a assembléia será realizada no próximo dia 8. (Colaboraram Mariana Guerin, Silvana Leão e Luciano Augusto)

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