Curitiba - Diferente dos professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que aprovaram o início de greve para o dia 3 de setembro, os docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) estão de braços cruzados desde ontem. A paralisação das atividades foi aprovada por 184 profissionais que se reuniram no Anfiteatro da Reitoria do campus central da instituição.
Segundo a presidente do Sindicato dos Docentes da UEPG (Sinduepg), Jeaneth Stefaniak, a categoria quer a publicação do projeto de lei que prevê o reajuste aos professores no Diário Oficial. ''O governo demorou até o final da última quarta para enviar para a Assembleia Legislativa o projeto final. Isso demonstrou a má vontade para resolver a questão. Por isso vamos manter a mobilização até que a proposta seja publicada'', destacou.
Além da UEPG, docentes das universidades estaduais de Maringá (UEM), do Centro-Oeste (Unicentro), e do Oeste (Unioeste) aprovaram o início da greve a partir da semana que vem.
Já o Superior Tribunal de Justiça (STJ) proibiu, na noite de quinta-feira, a realização de operações-padrão da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em portos, aeroportos e rodovias de todo o Brasil. Conforme Ismael de Oliveira, presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários do Paraná (Sinprf-PR), hoje ocorre uma assembleia da categoria em Fortaleza (CE) para decidir o que será feito em relação à liminar.
''A princípio acatamos a decisão judicial e nenhuma mobilização ocorreu no Estado, diferente os últimos dias'', confirmou. Já o Sindicato dos Policiais Federais do Paraná (Sinpef-PR), não quis confirmar se as ações dos agentes, papiloscopistas e escrivães vão prosseguir. Entretanto, o presidente da entidade, Fernando Vicentine, informou que podem ocorrer ''operações fora do padrão'' durante o final de semana, apesar da decisão do STJ prever multa de R$ 200 mil por dia caso fosse desrespeitado. A ação no STJ foi protocolada pela Advocacia-Geral da União (AGU).

mockup