Curitiba - Os professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) decidiram ontem suspender o indicativo de greve previsto para 3 de setembro. A decisão, conforme o Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região (Sindiprol-Aduel), foi tomada após o governador Beto Richa (PSDB) sancionar a lei que concede reajuste para a categoria.
A entidade, no entanto, ressaltou que os docentes seguem mobilizados, uma vez que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) divulgou que pode vetar o reajuste de 31,73% caso seja constatado possível impacto nos gastos com pessoal. O órgão aprovou as contas do governo em relatório analisado anteriormente ao anúncio do reajuste.
''Os professores ainda estão receosos e enquanto o valor negociado não aparecer nos holerites de outubro (data da primeira parcela) não conquistamos nada. Temos que esperar a publicação do reajuste no Diário Oficial. Também ficou decidido que o sindicato vai acompanhar toda e qualquer novidade sobre a questão'', explicou o presidente do Sindiprol-Aduel, Nilson Magagnin Filho.
Servidores
Depois de 72 dias de greve, os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) retornaram ontem ao trabalho, após aprovarem a proposta de reajuste de 15,8% em parcelas nos próximos três anos pelo governo federal.
Além do trabalho na UFPR, a paralisação afetou os atendimentos no Hospital de Clínicas (HC). Desde o início da greve, deixaram de ser realizados 35,7 mil exames clínicos e 24.519 consultas.
Mariângela Honório Pedrozo, diretora de Assistência do HC, informou que a orientação é para que os pacientes de Curitiba se dirijam ao hospital para remarcarem as consultas e exames. Pacientes do Interior e de outros Estados devem entrar em contato com o ambulatório em que são atendidos. Os números constam nas carteirinhas do HC.
Carla Cobalchini, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público do Paraná (Sinditest-PR), informou que a proposta apresentou uma evolução, mas ainda assim foi insuficiente. ''A categoria aprovou porque era o limite colocado pelo governo, mas não estamos contentes com o resultado porque na verdade não haverá uma recomposição salarial devido à inflação do período'', disse.
Na próxima quinta-feira, os servidores técnicos do HC promovem um ato público para que o Conselho Universitário da UFPR seja contrário à criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) Hospitais, no pátio da reitoria, na Capital.
UTFPR
Os servidores técnico-administrativos da Universidade Tecnológica Federal (UTFPR) também retornam ao trabalho a partir de amanhã. Assembleias realizadas em Curitiba, Londrina e nos demais 10 campi da instituição confirmaram a decisão. A categoria já havia aprovado o reajuste do governo federal na semana passada, mas ainda faltava finalizar as negociações sobre a pauta local. A principal discussão se referia à flexibilização da jornada de trabalho, passando de 40 para 30 horas semanais.
Por outro lado, os professores da UFPR, UTFPR e Unila mantêm a paralisação que já ultrapassa os 100 dias. Mesmo depois do governo federal anunciar que hoje é a data limite para conceder os reajustes, até ontem não havia previsão de novas assembleias das categorias.

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