Londrina - Os sindicatos que representam os docentes e servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e do Hospital Universitário (HU), Assuel-Sindicato e Sindiprol-Aduel, se reuniram na manhã de ontem no Calçadão, em frente ao Teatro Ouro Verde, para uma manifestação contra o atraso no pagamento do 1/3 de férias e contra a possibilidade de novas medidas de austeridade e corte de gastos atingirem a categoria, mesmo depois da retirada da pauta do pacote de medidas enviado pelo governo à Assembleia Legislativa. Os projetos, que previam ajustes fiscais, cortes e mudanças na previdência dos servidores estaduais, voltaram ao Executivo para "reexame".
Marcelo Seabra, da Assuel, que estava em Curitiba para se manifestar contra o projeto de austeridade apresentado pelo governador Beto Richa (PSDB), criticou a postura do governador, que classificou a ocupação da Alep como coisa de baderneiros. Renato Barbosa, do Sindiprol, se mostrou preocupado com a possibilidade do reajuste salarial não sair no dia 1º de maio diante da declaração do governo de que não há recursos.
A assessoria da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) afirmou que o governo já anunciou que o 1/3 de férias, que era para ter sido pago em janeiro em parcela única, será depositado em duas parcelas, em março e abril. Destacou que o quinquênio e o anuênio serão mantidos.
A assessoria não soube dizer se há a possibilidade de reapresentação dos projetos na Assembleia Legislativa em um futuro próximo. Ontem houve uma reunião entre representantes da Seti e da Secretaria da Fazenda e os reitores das universidades estaduais em greve, para discutir as reivindicações dos professores e funcionários.
A assessoria admitiu que os pagamentos de algumas obras nas universidades estão atrasados em função do contingenciamento de recursos, entre elas a do Teatro Ouro Verde. Destacou também que dos recursos dos hospitais universitários, apenas o da Universidade Estadual de Ponta Grossa recebe pela Secretaria de Estado da Saúde.
Devido à greve dos agentes universitários e dos professores, a UEL suspendeu na quinta-feira a confirmação de matrículas dos novos alunos, que ocorreria entre os dias 19 e 25.

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