Os professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) deflagraram greve de três dias em assembleia realizada na manhã desta terça-feira (11). De segunda a quarta-feira da próxima semana, as aulas na instituição estarão suspensas. Na quinta-feira (19), uma nova assembleia deve definir as próximas mobilizações.

Imagem ilustrativa da imagem Professores da UEL aprovam paralisação de três dias na semana que vem
| Foto: Gilberto Abelha/UEL/Divulgação



A paralisação é resultado da decisão do governo do Estado em não cumprir com a promessa de reposição salarial dos servidores que aconteceria em janeiro.

Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região (Sindiprol), Nilson Magagnin Filho, os professores da UEL decidiram parar as atividades parcialmente durante as novas negociações que acontecerão com o governo do Estado na próxima semana.

"Decidimos pela paralisação por três dias, que coincide com o período em que novas negociações acontecem em Curitiba. A indignação é grande e generalizada. O que a categoria quer é que o governador cumpra com a lei que ele mesmo propôs, se for preciso, nós vamos parar."

No ano passado, o Estado negociou a reposição da inflação aos servidores para encerrar a greve de 2015, firmando o acordo em lei. Na ocasião, o reajuste do funcionalismo paranaense aconteceria em janeiro de 2017.

No entanto, o governo está propondo emendas à lei firmada no passado que, na prática, suspendem o acordo. "A insatisfação é geral e a categoria está mobilizada e disposta a lutar para que a lei seja cumprida e o governo pague o que foi acordado", completa Magagnin Filho.

Professores da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), do campus Bandeirantes, e da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), do campus Apucarana, também têm assembleias agendadas para essa terça-feira (11).

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