Belo Horizonte, 27 (AE) - Alunos das redes públicas estadual de Minas Gerais e municipal de Belo Horizonte ficaram sem aulas hoje por causa da paralisação dos professores, que tiraram o dia para realizar assembléia e manifestação. Sem acordo com a prefeitura, os professores da capital aprovaram hoje greve de advertência, com oito dias de duração, a partir de segunda-feira (31). No fim da tarde, professores da rede estadual ainda estavam reunidos na assembléia para aprovar o indicativos de greve.
Ao todo, de 3,1 milhões de estudantes - 2,9 milhões da rede estadual e 200 mil da municipal - poderão ser prejudicados com a paralisação das duas categorias. Os professsores da prefeitura reivindicam reajuste de 18,45% e os do Estado, 10%. O fim do escalonamento para o pagamento dos salários é prioridade comum às duas categorias. Os professores do Estado cobram ainda o pagamento do 13º salário de 1998, que ainda não foi quitado.
Nem a prefeitura nem o Estado acenaram com a possibilidade de conceder reajuste aos salários dos professores. Nos discursos na assembléia da rede estadual, os coordenadores do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute) fizeram duras críticas ao governador Itamar Franco (PMDB). Eles lembraram que Itamar decretou a moratória com o argumento de que os recursos seriam usados para cumprir compromissos com o funcionalismo público, com a educação e com a saúde.

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