Curitiba - Em assembleia realizada na tarde de ontem, em Curitiba, representantes dos professores da rede estadual resolveram manter o estado de greve, e aguardar os prazos dados pelo governo para cumprir outros pontos da pauta de reivindicações da categoria. Isto significa que as aulas nas instituições seguem normalmente, mas que os docentes poderão organizar novas assembleias nas próximas semanas.
ntre as reivindicações estão o pagamento até o final do mês de promoções e progressões para o magistério; o envio para a Assembleia Legislativa (AL) do plano de carreira dos funcionários das escolas e estudo da reestruturação da carreira dos docentes. Os docentes ainda cobram a implantação de 33% da jornada de trabalho como hora-atividade. Atualmente a proporção é de 20% da carga horária. O governador já tinha autorizado na última sexta-feira o pagamento em folha complementar, dos 6,6% de aumento retroativo aos meses de julho e agosto para os professores.
Conforme a assessoria do governo, foi autorizado neste mês o pagamento de promoções a 11.514 profissionais, sendo 8.728 professores e 2.786 funcionários. Também informou que o direito à progressão vai ocorrer no mês de outubro, quando será implantado outro valor referente a este avanço. A Secretaria Estadual de Educação (Seed) reforçou que as negociações com a categoria seguem abertas.
Por causa da assembleia, alunos ficaram sem aulas nas mais de 2 mil escolas do Estado. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), no Paraná, existem aproximadamente 75 mil professores e 28 mil funcionários na rede estadual. ''Vamos aguardar os próximos passos do governo e, a partir disso, analisar se novas assembleias serão realizadas. Precisamos garantir que toda a pauta de reivindicações seja contemplada'', afirmou a presidente estadual da APP-Sindicato, Marlei Fernandes de Carvalho.

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