Professores da Paraíba mantêm greve de fome
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terça-feira, 19 de março de 2002
Agência Folha 
Recife - A greve dos professores e funcionários da Universidade Estadual da Paraíba (UFPB) há 153 dias, não tem perspectiva de término. Governo do Estado e grevistas estão dispostos a vencer pelo cansaço. Nem a greve de fome decretada há oito dias por nove grevistas sensibilizou o governo, que afirma estar impossibilitado de conceder qualquer aumento salarial à categoria devido à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que limita os gastos com pessoal. Os professores querem 75,48% de reajuste reposições salariais dos últimos sete anos em que não tiveram aumento.
A greve de fome também será mantida por tempo indeterminado, de acordo com Lúcia Couto, do comando de greve, porque voluntários irão substituir quem apresentar problemas de saúde. O primeiro a ter complicações foi o presidente do Sindicato dos Funcionários da UEPB, Claudinor Cavalcanti, que desidratou e foi internado anteontem. Ele recebeu alta ontem, mas o comando decidiu não aceitar o seu retorno, para não comprometer a saúde do manifestante.
A UEPB tem 1.080 professores, 500 funcionários e 12 mil alunos. Os grevistas também reivindicam aumento de investimentos (de R$ 1,8 milhão para R$ 4 milhões/ano) e de recursos para custeio (de R$ 140 mil para R$ 300 mil/mês). Segundo Lúcia Couto, os laboratórios da universidade estão em péssimo estado, sem condições para aulas práticas, a biblioteca está obsoleta, o restaurante universitário não funciona. Os professores se revezam para comprar água mineral, observou.


