Aumento de 7% para 10% do Produto Interno Bruto (PIB) o investimento em educação, universalizar o acesso à educação infantil e aos ensinos fundamental e médio, adoção do piso nacional para todos os trabalhadores do setor e implantação de carreiras e políticas de valorização do docente.
Essas são as reivindicações dos professores do Paraná, que participam da 12 Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, evento promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e que mobiliza docentes em todo o País.
O principal foco dos debates é o Plano Nacional de Educação (PNE), que tramita no Congresso Nacional e estabelecerá diretrizes e prazos para a área nos próximos dez anos.
A presidente da APP-Sindicato, Marley Fernandes de Carvalho, explica que o projeto do PNE é resultado da Conferência Nacional da Educação (Conae), mas que ainda há necessidade de modificações.
''Temos a universalização do 1º ao 9º ano, mas só 50% dos que ingressaram concluem. O resultado é que só 50% dos jovens vão para o ensino médio. E só 30% a 40% das crianças têm acesso à educação infantil'', afirma Marley.
Em 11 de maio, está agendada uma paralisação nacional da categoria, convocada pela CNTE, para cobrar a aplicação da lei do piso nacional, já aprovada pelo Congresso Nacional e declarada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal em 6 de abril.
Em Curitiba, durante toda esta semana, a população poderá se inteirar do assunto em uma barraca montada na Boca Maldita, no Centro, pela APP-Sindicato e Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac). As atividades terminam sábado na XXX Sessão do Fórum Paranaense em Defesa da Escola Pública. No fórum, entidades representativas dos educadores, estudantes e governo debaterão as 188 emendas apresentadas ao projeto do PNE.

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