Professores avaliam hoje propostas do governo
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sexta-feira, 25 de abril de 2014
Rodrigo Batista<br>Equipe Bonde 
Curitiba - Em greve há três dias, os professores e funcionários da rede pública de ensino devem realizar uma reunião hoje para avaliar o movimento grevista e as propostas apresentadas pelo governo do Estado. A previsão é que a paralisação continue por tempo indeterminado, até que o comando de greve convoque um assembleia para a categoria decidir se volta ao trabalho.
Na quinta-feira, o governo apresentou propostas para tentar um acordo e retomar as aulas. O Executivo ofereceu ao professores uma saída para compensar o que ainda falta de hora-atividade para completar os 33% que os educadores reivindicam. O governo prometeu creditar uma compensação na folha de pagamento de agosto até o fim do ano e ampliar a hora-atividade do magistério a partir do início do ano letivo de 2015.
A proposta de aumento salarial foi mantida em 6,5% e o governo também se comprometeu a incluir no projeto de lei da data-base da categoria um artigo que estabeleça que nenhum professor ou funcionário poderá receber salário abaixo do piso mínimo regional, que varia de R$ 948,20 a R$ 1.095,60.
Na avaliação da presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), Marlei Fernandes, houve avanços na questão da hora-atividade, mas isso não é o suficiente. "Não houve avanços no piso salarial, em questões que envolvem professores do PSS (Processo Seletivo Simplificado) e da educação especial. Ainda estamos trabalhando para obter novos avanços."
Ontem, uma nova manifestação, com presença de cerca de 1,5 mil professores e funcionários, passou pelo centro de Londrina. Segundo o presidente da regional da APP-Sindicato, Antônio Marcos Rodrigues Gonçalves, cerca de 80% dos colégios públicos foram afetados pela paralisação na região de Londrina. Para a próxima terça-feira, está marcada uma manifestação nas ruas de Curitiba, com presença de professores de várias cidades do Paraná. Atos semelhantes devem se repetir no interior do Paraná, inclusive em Londrina.


