Professores da rede estadual procuraram o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) para reclamar de irregularidades na folha referente ao mês de abril, incluindo a falta de pagamento. De acordo com o presidente regional da entidade em Londrina, Márcio André Ribeiro, mais de 300 docentes podem ter sido prejudicados. "Os problemas foram identificados por professores contratados por meio do Processo Seletivo Simplificado (PSS) e também por concursados que ministraram aulas extraordinárias", explicou. Funcionários de escolas também teriam registrado irregularidades no holerite.
Na última semana, representantes da APP se reuniram com a chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina, Lúcia Cortez, para cobrar a correção dos valores. Na ocasião, houve a promessa de que uma folha de pagamento complementar seria lançada. "Estamos aguardando", acrescentou Ribeiro.
Além das divergências no holerite, segundo ele, alguns docentes contratados por meio do PSS estão há dois meses sem receber salários. "Nós entendemos que o primeiro pagamento deveria ter sido realizado 30 dias após o início das aulas. É inadmissível o professor trabalhar e ter que sobreviver sem o salário", criticou.
Segundo Marlei Fernandes, integrante da direção estadual da APP-Sindicato, o erro já teria sido admitido pelo governo do Estado. "Tivemos professores com pagamento zerado. O governo já se antecipou e temos a informação de que a folha complementar deve sair até o dia 10 de maio", ressaltou.
Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação (Seed) destacou apenas que há dificuldades em efetuar os pagamentos dos profissionais contratados por meio do PSS. "Esses profissionais têm vínculo temporário e, anualmente, é necessário refazer todo o processo de seleção. Com a interrupção, há diferença na carga horária e no pagamento dos salários, pois muitos profissionais não têm o vínculo renovado. Por isso, é preciso um período para processar o pagamento de acordo com aulas", argumentou a secretaria. De acordo com a assessoria, o lançamento de uma folha complementar de pagamento para os professores está em análise. A Seed pede que os núcleos regionais informem as irregularidades aos representantes do Estado. A chefe do NRE de Londrina, Lúcia Cortez, não foi localizada para conceder entrevista.
Segundo orientação do sindicato, os professores que identificarem irregularidades nos holerites devem procurar a APP e o núcleos regionais de ensino. A situação deve ser documentada e encaminhada ao governo do Estado.

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