Curitiba - Os professores das universidades estaduais vão cruzar os braços no dia 16 de agosto, como maneira de pressionar o governo estadual enviar à Assembleia Legislativa (Al) a proposta de equiparação salarial prometida no mês de março. Conforme os sindicatos da categoria, o projeto de lei que trata do assunto está parado na Secretaria Estadual da Fazenda. A categoria ameaça entrar em greve na primeira quinzena de setembro.
A discussão com o governo sobre a alteração do plano de carreira, visando equiparação salarial com os técnicos administrativos com a mesma formação vem acontecendo desde o ano passado. De acordo com o presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região (Sindiprol/Aduel), Nilson Magagnin Filho, a data de paralisação no próximo mês foi decidida em assembleias nas instituições. ''Este dia de mobilização já foi definido, mas caso o governo não envie o texto para a Assembleia, não teremos outra alternativa a não ser iniciar a greve no mês de setembro. Segundo a proposta que foi apresentada pelo governo a previsão é de que a primeira parcela do reajuste de 31,37% será paga já no mês de outubro'', afirmou.
Algumas instituições já retornaram às aulas e os professores destas instituições devem continuar as discussões sobre a possibilidade de paralisação, destacou Magagnin Filho.
Conforme o sindicato, hoje um professor auxiliar recebe R$ 1.808,82, enquanto que um técnico ganha R$ 2.382,77. Em março, o governo aceitou fazer a equiparação em três parcelas, sendo que a primeira seria paga em outubro desde ano.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) para saber se existe uma previsão de quando o texto sobre a equiparação salarial será encaminhado para a AL, mas não obteve retorno. Os deputados estão de recesso e só retornam no dia 1º de agosto.

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