Professora lamenta falta de apoio para os novatos
Curitiba - A professora Marli Wosne, 52 anos, está nos seus últimos dias de atividade no Colégio Barão do Rio Branco, em Curitiba. A aposentadoria deve sair no próximo mês. ''Completei 25 anos de trabalho em fevereiro'', conta. Ela acredita que o grande desestímulo para quem está começando hoje no magistério é a falta de estrutura existente nas escolas, especialmente da rede estadual.
''Quando eu comecei o salário não era grande, mas também não estava tão achatado como hoje. E a gente ainda tinha muitos cursos que renovavam o ânimo. Hoje isso não existe''.
Marli passou pelas redes municipal, estadual e particular de ensino e diz que vai se aposentar pelo Estado com um salário de R$ 400,00. ''A minha sorte é que eu também me aposentei pela prefeitura'', considera.
Hoje com problemas de saúde, Marli não se arrepende da profissão que escolheu. ''Eu não tenho mais a mesma energia de quando comecei, mas o magistério foi uma coisa muito linda na minha vida. Se eu fosse começar de novo, escolheria a mesma atividade'', testemunha.
A professora dedicou toda a sua carreira ao trabalho com crianças das primeiras séries do ensino fundamental (pré a 4 séries). ''Eu poderia ter passado a ganhar mais se fosse trabalhar nas turmas de 5 a 8 séries, mas sempre preferi os menores. E posso dizer que fui 'expert' na educação dos pequenos'', orgulha-se.





