O NRE (Núcleo Regional de Educação) deve ouvir nos próximos dias a professora e o diretor responsáveis por uma exposição que abordou o suicídio, aborto e pedofilia no Colégio Estadual Dom Geraldo Fernandes, em Cambé (Região Metropolitana de Londrina). Também foi divulgada imagem de uma Bíblia rasgada. Os esclarecimentos serão prestados em uma sindicância instituída pela Seed (Secretaria Estadual de Educação). Na terça-feira (31), o órgão determinou o afastamento dos servidores por 30 dias.

A chefe do NRE em Londrina, Lucia Cortez, não descartou que pais e alunos da escola sejam ouvidos no processo administrativo, que pode culminar até na exoneração dos docentes. A polêmica surgiu depois que algumas famílias dos estudantes fotografaram os trabalhos e divulgaram as imagens nas redes sociais.

O caso também é apurado pela Polícia Civil. Em entrevista à FOLHA, o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Osmir Ferreira Neves, informou que o diretor e a professora prestaram depoimento na delegacia. "Eles explicaram que a intenção era promover uma reflexão de condutas tidas como ilícitas, como a prática abortiva, a intolerância religiosa e a instigação ao suicídio. O objetivo era desestimular os alunos", disse.

O corpo docente do Colégio Dom Geraldo Fernandes se manifestou por meio de carta aberta à comunidade. No documento, diretores e professores argumentaram que "por uma interpretação equivocada do trabalho, a postagem de um vídeo e fotografias na internet gerou interpretações das mais variadas possíveis". "Ao abordar os temas, o colégio e os alunos não tiveram intenção de tornar as instituições religiosas em um alvo para discriminação, mas apenas promover um debate saudável sobre os assuntos."

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