Curitiba- Trazer os pais para mais perto da escola e do dia-a-dia dos seus filhos e mostrar às crianças que é possível se divertir com brinquedos caseiros e brincadeiras simples. Essa é a intenção do projeto ''Resgate de Brinquedos e Brincadeiras de Nossos Pais'', das educadoras do Centro Municipal de Educação Infantil Bom Sucesso, de Guarapuava, Leliane Cachuba e Rosane Melo.
O projeto foi o primeiro colocado do Prêmio Qualidade da Educação Infantil, do Ministério da Educação e Cultura (MEC), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da Fundação Orsa. Além das professoras paranaenses, que ficaram em primeiro lugar, mais 26 educadores de creches e pré-escolas públicas municipais e estaduais de todo o Brasil tiveram trabalhos premiados. Pela classificação, as professores receberão R$ 3 mil e uma Kombi equipada com materiais pedagógicos, livros, brinquedos, instrumentos musicais, televisão, vídeo e computador.
Segundo a professora da creche Bom Sucesso, Adenice Maria Machado, o projeto já vem sido desenvolvido há cerca de quatro anos na escola com a idealização da professora Rosana, mas nunca tinha sido colocado no papel. Ele tem como alvo crianças de quatro a cinco anos e incentiva os pais a fabricarem brinquedos caseiros com os filhos e a ensinar para eles suas brincadeiras de infância. ''A nossa realidade e dos nossos alunos também não permite o uso de muitos brinquedos prontos. Já a sucata é acessível. E as brincadeiras dos pais são simples, como caçador, pé na lata, entre outras'', afirmou Adenice.
Para o secretário da Educação Básica do MEC, Francisco das Chagas Fernandes, o prêmio Qualidade da Educação Infantil representa mais que uma forma de prestígio, mas é também um incentivo aos educadores que tentam acabar com a monotonia em sala de aula. ''Nós vemos com esses trabalhos que os professores extrapolam os muros da sala de aula.'' Além disso, o secretário ressalta que esse prêmio é, acima de tudo, um incentivo dos órgãos governamentais e da iniciativa privada para os professores do Brasil.
Francisco das Chagas relatou que o MEC tem como prioridade a educação básica e as ações que garantam a ''boa educação infantil no Brasil.'' Segundo ele, o desenvolvimento de projetos pedagógicos alternativos para crianças de zero a seis anos faz com elas cheguem à alfabetização mais socializadas com o mundo em que vivem. ''Um trabalho como esse não deixa de ser educativo, mas também é lúdico e faz com que a criança se transporte para a realidade em que vive no seu município, estado. A criatividade está acima de tudo nesses trabalhos.''
A diretora do departamento de Políticas de Educação Infantil e Ensino Fundamental, Jeanete Beauchamp, lembra que a implementação desses projetos nas escolas melhora a qualidade do ensino. Para ela, essa faixa etária é muito rica para o desenvolvimento das matrizes de aprendizado das crianças. ''É um período rico para despertar a criatividade, além ajudar no desenvolvimento da criança como ser humano.''(Com Agência Brasil)

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