Professora dada como desaparecida foi vítima de estelionato
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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
Simoni Saris<br>Reportagem Local 
A Polícia Civil confirmou nesta quinta-feira (14) que a professora Erika Honda Minasse, 44 anos, foi vítima de estelionatários. Segundo o delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Osmir Ferreira Neves Junior, na terça-feira (12) Minasse teria recebido, pelo celular, uma chamada comunicando o sequestro de um familiar. Seguindo as orientações dos criminosos, a professora interrompeu qualquer contato com a família por 24 horas. Um boletim de ocorrência relatando o desaparecimento dela e do filho de 5 anos foi registrado na delegacia. Mãe e filho foram localizados na tarde de quarta-feira (13) em um hotel no centro de Cambé (Região Metropolitana de Londrina), encaminhados para a delegacia e, em depoimento, confirmou o golpe.
O delegado relatou que ao receber o telefonema dos supostos sequestradores, a professora imaginou que a refém seria uma filha dela que estaria viajando. Desesperada, passou a seguir todas as instruções repassadas pelos golpistas. Descartou em uma lixeira o celular que usava, passou a usar um novo aparelho com o qual mantinha contato com os criminosos e deixou de se comunicar com os familiares. Durante o tempo em que rompeu o contato com a família, a professora realizou algumas transferências bancárias. Os valores das movimentações financeiras não foram divulgados.
Nas investigações, os policiais constataram que primeiro a vítima passou por um hotel em Londrina e de lá seguiu para um outro hotel, em Cambé, onde foi localizada com o filho mais novo. A ida para o hotel também foi uma exigência dos criminosos, conforme o delegado. "Quando os policiais identificaram o paradeiro da vítima e da criança, ela ainda não tinha noção de que estava sendo vítima de um golpe. Só aqui na delegacia ela descobriu que não havia sequestro algum", comentou Osmir Neves.
A polícia agora trabalha para tentar identificar os criminosos. A ligação comunicando o suposto sequestro foi feita a partir de um número de outro Estado. "O que nós percebemos na nossa rotina policial é que esses criminosos executam várias tentativas até conseguir êxito na consumação do delito", comentou. Quem receber ligação como essa deve procurar auxílio policial imediatamente, orientou ele.
Na tarde de quarta-feira, o suposto desaparecimento da professora e de seu filho foi amplamente divulgado nas redes sociais, assim como várias versões e suposições sobre os motivos do desaparecimento. Em razão disso, afirmou o delegado, os policiais tiveram dificuldade para identificar o que era verdadeiro e o que era falso no caso. "Obviamente que entendemos que toda essa divulgação na mídia e, principalmente, nas redes sociais, foi fruto de uma vontade da população de colaborar com as investigações."


